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Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECCIÓN 7Otras Enfermedades de la Columna
Capítulo58

Infección Primaria de la Columna Vertebral

Autores:Edson Pudles
La lectura completa de este capítulo está disponible exclusivamente en la edición impresa del Tratado.
Sec. 7Otras Enfermedades de la Columna
Cap. 58Capítulo Clínico
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Referênciascitas científicas
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Resumen del capítulo

Contexto: As infecções primárias da coluna são relativamente incomuns, mas apresentam potencial para destruição vertebral, deformidade, instabilidade e comprometimento neurológico. Seu reconhecimento pode ser difícil porque a manifestação inicial costuma ser pouco específica: dor persistente pode preceder febre, alterações neurológicas ou sinais radiográficos evidentes. A fisiopatologia também varia com a idade, particularmente em razão das diferenças na vascularização discal entre crianças e adultos. A infecção pode resultar de disseminação hematogênica, implantação direta ou outras vias e envolve agentes bacterianos comuns, microrganismos menos frequentes e infecções específicas, sobretudo a tuberculose vertebral. O capítulo integra epidemiologia, fatores predisponentes, manifestações clínicas, exames laboratoriais, métodos de imagem, identificação microbiológica e uma proposta recente de classificação da AO Spine. O tratamento é predominantemente conservador, mas déficit neurológico, instabilidade, deformidade progressiva, abscessos e falha terapêutica podem exigir desbridamento, descompresión e estabilização.
Objetivo del capítulo: comprender la fisiopatología, epidemiologia, apresentação clínica e diagnóstico das infecções primárias da coluna; reconhecer diferenças entre infecções inespecíficas e tuberculose vertebral; utilizar adequadamente métodos laboratoriais, microbiológicos e de imagem; e identificar situações nas quais tratamento clínico pode ser mantido ou deve ser associado a desbridamento, descompresión e estabilização cirúrgica.
Fisiopatologia e fatores predisponentesA disseminação hematogênica ocupa posição importante na gênese da espondilodiscitis. Na criança, características vasculares favorecem comprometimento mais direto do disco; no adulto, o processo frequentemente se inicia no osso vertebral e alcança secundariamente o espaço discal. Doenças sistêmicas, imunossupressão, idade avançada, uso de drogas intravenosas, neoplasias e determinados procedimentos aumentam a vulnerabilidade. Entre os agentes bacterianos, Staphylococcus aureus assume destaque.
Apresentação clínica e classificaçãoDor persistente é o sintoma mais frequente, enquanto febre pode estar ausente. Essa dissociação contribui para o atraso diagnóstico. el capítulo presenta uma proposta de classificação desenvolvida no âmbito do AO Spine Knowledge Forum Trauma and Infection, sintetizada na Figura 58.1. O sistema considera localização, gravidade da infecção, estado neurológico e modificadores clínicos, procurando integrar a extensão estrutural da doença à repercussão sobre o paciente.
Diagnóstico multimodalExames inflamatórios auxiliam na suspeição e no seguimento, mas não confirmam ou excluem isoladamente a doença. Hemoculturas podem identificar o agente e orientar o tratamento. Radiografias podem permanecer normais inicialmente. tomografía computarizada (TC) (TC) caracteriza destruição óssea e coleções, enquanto a resonancia magnética (RM) (RM) é o principal método para definição da extensão da doença e comprometimento neural. A Tabela 58.1 compara o desempenho dos diferentes métodos, e as Figuras 58.2 a 58.4ilustram cintilografia, TC e PET-CT.
Tratamento das infecções inespecíficasNa maioria dos pacientes, o tratamento inicial envolve antibioticoterapia direcionada pelo agente identificado e proteção mecânica conforme a necessidade. A evolução clínica, laboratorial e radiológica determina a resposta. Cirurgia passa a ser considerada quando há falha do tratamento, déficit neurológico, compressão, deformidade, instabilidade ou dor incapacitante. Os objetivos incluem remover tecido desvitalizado, controlar coleções e restaurar estabilidade quando necessário.
Tuberculose vertebralA tuberculose apresenta curso frequentemente insidioso e pode produzir extensa destruição óssea e abscessos antes de sintomas exuberantes. A Figura 58.5 exemplifica comprometimento vertebral associado a volumosa coleção. A confirmação microbiológica ou histológica deve ser procurada, mas o tratamento não deve ser indevidamente atrasado quando o conjunto clínico é fortemente sugestivo. O manejo farmacológico prolongado constitui o eixo terapêutico. Déficit neurológico, deformidade e instabilidade podem exigir cirurgia. O uso de implantes em ambiente previamente infectado é abordado como tema ainda discutido, devendo ser ponderado diante da necessidade biomecânica após desbridamento.
Aplicación clínica: O capítulo reforça que a infecção vertebral precisa fazer parte do diagnóstico diferencial da dor persistente, sobretudo quando coexistem fatores predisponentes. A ausência de febre ou leucocitose não deve afastar a hipótese. Na investigação, exames laboratoriais e culturas orientam o diagnóstico etiológico, mas a RM assume papel central para avaliar extensão e estruturas neurais. A TC acrescenta detalhamento ósseo e pode auxiliar procedimentos percutâneos. Quando o agente não é identificado por métodos menos invasivos, a obtenção de material deve ser planejada antes de antibioticoterapia prolongada sempre que a situação clínica permitir. A resposta ao tratamiento conservador precisa ser acompanhada por parâmetros clínicos, laboratoriais e, quando necessário, radiológicos. Persistência de dor incapacitante, piora neurológica, deformidade progressiva ou instabilidade muda o objetivo do tratamento e pode justificar intervenção. Na tuberculose, a abordagem deve considerar simultaneamente erradicação microbiológica e preservação da mecânica vertebral. As Figuras 58.6 e 58.7 demonstram formas avançadas da doença nas quais compressão e destruição estrutural tornam a avaliação cirúrgica particularmente relevante.
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Palabras clave

Descriptores DeCS/MeSH preferenciales:
DisciteDiscitisOsteomieliteOsteomyelitisTuberculose da columna vertebralTuberculosis, SpinalImagem por resonancia magnética (RM)Magnetic Resonance ImagingBiópsia Guiada por ImagemImage-Guided BiopsyAntibacterianosAnti-Bacterial AgentsFusão VertebralSpinal Fusion

Por qué importa este capítulo

O principal risco da espondilodiscitis é permitir que uma doença inicialmente tratável progrida silenciosamente até produzir destruição vertebral, abscesso, deformidade ou déficit neurológico. Reconhecer o padrão clínico, solicitar o método de imagem adequado e obter diagnóstico microbiológico sempre que possível reduz atrasos e tratamentos empíricos inadequados. O capítulo também aborda um dilema frequente da cirurgia da coluna: quando uma infecção deixa de ser apenas um problema microbiológico e passa a exigir reconstrução mecânica da coluna.

Infecções primárias da coluna exigem alto grau de suspeição porque dor pode preceder alterações sistêmicas ou neurológicas. O diagnóstico resulta da integração entre clínica, marcadores inflamatórios, microbiologia e imagem, com destaque para a RM. A maioria dos casos pode ser tratada clinicamente, mas déficit neurológico, instabilidade, deformidade ou falha terapêutica indicam necessidade de abordagem cirúrgica individualizada.

Destacados del capítulo

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Card 1 — Dor pode ser o alerta
A infecção vertebral pode iniciar apenas com dor persistente, sem febre ou déficit neurológico. Em pacientes com fatores predisponentes, esperar sinais sistêmicos exuberantes antes de investigar pode permitir progressão da destruição óssea e da extensão epidural.

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Card 2 — RM integra o diagnóstico
Radiografias podem permanecer pouco informativas no início. A resonancia magnética (RM) permite avaliar precocemente cuerpos vertebrales, disco, partes moles, coleções e estruturas neurais, tornando-se peça central quando a suspeita clínica de infecção persiste.

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Card 3 — Estabilidade também importa
Erradicar o agente infeccioso não resolve necessariamente a perda estrutural produzida pela doença. Quando destruição vertebral resulta em deformidade, instabilidade ou compressão neural, desbridamento e estabilização podem tornar-se componentes indispensáveis do tratamento.

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Tratado en Debate

Videocast oficial derivado de los capítulos del tratado.

Episodio 1 – Capítulo 8: Columna Vertebral en el Plano Sagital

Discusión con los autores sobre los conceptos fundamentales del equilibrio sagital, parámetros radiográficos y su importancia clínica.

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