InicioEl TratadoCapítulosCapítulo 16
Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECCIÓN 2Diagnóstico
Capítulo16

Diagnóstico Diferencial: Enfermedades de la Columna y Afecciones Ortopédicas

La lectura completa de este capítulo está disponible exclusivamente en la edición impresa del Tratado.
Sec. 2Diagnóstico
Cap. 16Capítulo Clínico
3autores
Português
Español
English
Referênciascitas científicas
📑

Resumen del capítulo

Contexto: A dor axial ou irradiada atribuída à columna vertebral pode ter origem em estruturas musculoesqueléticas próximas ou distantes, porque a coluna se estende do pescoço à região lombossacra e mantém relações estreitas com raíces nerviosas, cintura escapular, caixa torácica, pelve e membros. Essa sobreposição cria apresentações semelhantes entre doenças vertebrais e condições do ombro, articulações costovertebrais, quadril, articulação sacroilíaca, músculos e nervos periféricos. O desafio não é apenas reconhecer uma alteração anatômica, mas demonstrar que ela explica o padrão de dor, os déficits e a limitação funcional. Achados como protrusões discais, degeneração e espondilolistesis podem ocorrer em indivíduos assintomáticos e, quando interpretados fora do contexto clínico, favorecer diagnósticos equivocados e tratamentos desnecessários. Por isso, o capítulo organiza o diagnóstico diferencial por regiões cervical, torácica e lombar, mantendo a anamnese e o examen físico como ponto de partida e os exames complementares como instrumentos dirigidos pelas hipóteses formuladas.
Objetivo del capítulo: Apresentar os principais diagnósticos diferenciais ortopédicos das manifestações atribuídas às regiões cervical, torácica e lombar. O capítulo busca capacitar o leitor a caracterizar a dor, reconhecer sinais neurológicos e musculoesqueléticos, examinar articulações e estruturas adjacentes, selecionar testes provocativos e utilizar imagem, eletroneuromiografia ou bloqueios diagnósticos de maneira direcionada, distinguindo doenças da coluna de condições que as mimetizam ou coexistem com elas.
Raciocínio clínico antes da imagemO diagnóstico diferencial começa pela caracterização sistemática da dor. O capítulo utiliza a mnemônica TILIADA: tipo, irradiação, localização, intensidade, atenuantes, desencadeantes e agravantes. Dor neuropática costuma ser descrita como choque, fisgada ou queimação e pode associar-se a parestesias ou disestesias; dor mecânica tende a ser relacionada ao movimento e descrita como peso, aperto ou latejamento. Dor intensa e incessante, sem melhora com repouso ou mudança de posição, exige atenção para sinais de alarme. A imagem deve testar hipóteses clínicas, não substituir a história e o exame.
Região cervical: coluna, ombro e nervos periféricosDor no pescoço, ombro ou braço pode decorrer da columna cervical, do ombro ou de ambas as regiões. Irradiação dermatomérica, alterações sensitivas ou motoras e reprodução dos sintomas pelo teste de Spurling favorecem radiculopatía. O alívio ao elevar o braço e posicionar a mão sobre a cabeça também sugere compressão neural cervical. Desequilíbrio da marcha, dificuldade de manipulação fina, hiperreflexia, Hoffman, Babinski ou clônus direcionam a investigação para mielopatia. O exame do ombro inclui mobilidade e testes para manguito rotador, impacto, articulação acromioclavicular e instabilidade. Síndrome do desfiladeiro torácico, plexopatia braquial, neuropatias compressivas, dor miofascial e fibromialgia também integram o diferencial. O caso clínico do capítulo demonstra possível coexistência: um paciente apresentava sinais predominantes de radiculopatía C6 por protrusão C5–C6 e, simultaneamente, lesão parcial do supraespinhal.
Região torácica: coluna e caixa torácicaDor interescapular ou da parede torácica pode originar-se de disfunções costovertebrais e costotransversas, síndrome miofascial, discinesia escapular, bursites, doenças do ombro, fraturas ocultas de costelas ou esterno e costocondrite. A palpação localizada, os pontos-gatilho, a mobilização das costelas, o movimento escapular e a relação com a respiração auxiliam na diferenciação. Espondiloartrites, osteomalácia, hipovitaminose D e fibromialgia devem ser consideradas quando o quadro é difuso ou persistente.
Região lombar: quadril, articulação sacroilíaca e nervosA osteoartrose do quadril pode produzir dor inguinal irradiada pela face anteromedial da coxa até o joelho ou além dele. Claudicação marcada, limitação da rotação interna e reprodução da dor pela flexão, adução e rotação interna do quadril favorecem origem coxofemoral. Meralgia parestésica, neuropatia fibular, síndrome do piriforme, neuropatia obturatória e síndrome do túnel do tarso podem simular radiculopatias; a eletroneuromiografia ajuda a localizar a lesão. Dor abaixo da espinha ilíaca posterossuperior, com irradiação glútea ou posterior da coxa e raramente além do joelho, sugere a articulação sacroilíaca, especialmente quando vários testes provocativos são concordantes. A fascite plantar pode simular comprometimento de S1, mas tende a causar dor calcânea nos primeiros passos, sensibilidade plantar focal, teste de Windlass positivo e exame neurológico preservado.
Aplicación clínica: Na prática, a avaliação deve responder primeiro onde os sintomas começam, para onde irradiam e quais movimentos ou posições os modificam. Em seguida, o examinador procura coerência anatômica entre dor, sensibilidade, força, reflexos e testes provocativos. Dor cervical com queixa no ombro exige exame das duas regiões; dor torácica requer inspeção postural, palpação da caixa torácica e avaliação escapular; lumbalgia ou “ciática” demanda exame do quadril, da articulação sacroilíaca e dos principais pontos de compressão nervosa periférica. Os exames complementares devem ser escolhidos para confirmar ou refutar hipóteses específicas. Radiografias e resonancia magnética (RM) ajudam a caracterizar alterações estruturais, mas seus achados precisam corresponder à clínica. A eletroneuromiografia é útil quando há dúvida entre radiculopatía e neuropatia periférica. Infiltrações anestésicas intra-articulares do quadril ou bloqueios sacroilíacos guiados por imagem podem contribuir quando examen físico e imagem permanecem discordantes. A coexistência de lesões não significa equivalência causal. No caso apresentado, a ressonância mostrou alterações cervical e do ombro, mas os achados clínicos indicaram predomínio radicular e sustentaram tratamiento conservador inicial. A mesma lógica evita atribuir automaticamente a dor a protrusões, degeneração ou espondilolistesis incidentais e reduz o risco de procedimentos dirigidos ao local errado.
🏷️

Palabras clave

Descriptores DeCS/MeSH preferenciales:
Diagnóstico DiferencialDiagnosis, Differentialexamen físicoPhysical ExaminationcervicalgiaNeck PainDor nas CostasBack PainDor de OmbroShoulder PainradiculopatíaRadiculopathySíndromes de Compressão NervosaNerve Compression SyndromesArticulação SacroilíacaSacroiliac Joint

Por qué importa este capítulo

Este capítulo importa porque um diagnóstico anatômico correto pode evitar que o paciente seja tratado pela alteração mais visível, e não pela estrutura responsável pelos sintomas. Uma tendinopatia do ombro pode simular radiculopatía cervical; osteoartrose do quadril pode irradiar abaixo do joelho; neuropatia fibular pode produzir pé caído; dor sacroilíaca ou fascite plantar pode ser rotulada como “ciática”. Ao organizar essas possibilidades por região e relacioná-las a padrões de dor, exame neurológico, testes provocativos e exames dirigidos, o capítulo fortalece uma tomada de decisão mais segura e reduz atrasos, exames em cascata e intervenções desnecessárias.

O diagnóstico diferencial das queixas da coluna depende da concordância entre história, examen físico e exames complementares. Dor irradiada não é sinônimo de radiculopatía, e uma alteração de imagem não é necessariamente a causa dos sintomas. Examinar ombro, caixa torácica, quadril, articulação sacroilíaca e nervos periféricos permite reconhecer condições que mimetizam ou coexistem com doenças vertebrais e direcionar o tratamento à fonte clinicamente mais provável.

Destacados del capítulo

🌐
Card 1 — Conceito essencial
A dor não define a origem

A localização da dor não identifica, por si só, a estrutura responsável. Coluna, articulações periféricas, músculos e nervos compartilham territórios de dor referida ou irradiada. O diagnóstico nasce da concordância entre padrão clínico, exame neurológico, mobilidade regional e testes provocativos, e não de um achado isolado.

🩺
Card 2 — Decisão clínica
Examine além da coluna

Dor no ombro exige exame cervical; lumbalgia ou “ciática” exige avaliação do quadril, da articulação sacroilíaca e dos nervos periféricos. Expandir o exame para além da coluna ajuda a reconhecer lesões coexistentes, selecionar exames complementares úteis e definir qual alteração possui maior relevância clínica.

📐
Card 3 — Pérola ou alerta
Imagem não substitui correlação

Protrusões discais, degeneração e espondilolistesis podem existir sem sintomas. Tratar a imagem como diagnóstico causal favorece exames em cascata e procedimentos no alvo errado. Antes de indicar intervenção, confirme se nível, lateralidade, distribuição da dor, déficit neurológico e testes provocativos formam um conjunto coerente.

📚

Referencias bibliográficas

1. Moore KL, Dalley AF, Agur AMR. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2014.
2. Deyo RA, Weinstein JN. Low back pain. N Engl J Med. 2001;344(5):363-70.
3. Henschke N, Maher CG, Refshauge KM, et al. Prevalence of and screening for serious spinal pathology in patients presenting to primary care settings with acute low back pain. Arthritis Rheum. 2009;60(10):3072-80.
4. Bogduk N. Clinical anatomy of the lumbar spine and sacrum. 5th ed. Philadelphia: Elsevier; 2012.
5. Ghasemi M, Mousavi M, Bayat M, et al. Differentiating spinal from extraspinal causes of back pain. Clin Neurol Neurosurg. 2019;181:105-112.
6. Tarulli AW, Raynor EM. Lumbosacral radiculopathy. Neurol Clin. 2007;25(2):387-405.
7. Modic MT, Ross JS. Lumbar degenerative disk disease. Radiology. 2007;245(1):43-61.
8. Whitecloud TS, Seago R. Degenerative conditions of the lumbar spine. In: Bridwell KH, DeWald RL, editors. The textbook of spinal surgery. 2nd ed. Philadelphia: Lippincott-Raven; 1997. p. 1847-78.
9. Ross JS, Moore KR. Imaging of the spine. 2nd ed. Philadelphia: Elsevier Saunders; 2010.
10. Dumitru D, Amato AA, Zwarts MJ. Electrodiagnostic medicine. 2nd ed. Philadelphia: Hanley & Belfus; 2002.
11. Sweis R, Luketich SK, Zhou Y, et al. Diagnostic imaging in spine care: evolving concepts and challenges. Orthop Clin North Am. 2021;52(4):379-91.
12. Hosny A, Parmar C, Quackenbush J, Schwartz LH, Aerts HJWL. Artificial intelligence in radiology. Nat Rev Cancer. 2018;18(8):500-10.
13. Hoppenfeld S. Exame físico da coluna vertebral e extremidades. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2016.
14. Brinjikji W, Luetmer PH, Comstock B, et al. Systematic literature review of imaging features of spinal degeneration in asymptomatic populations. AJNR Am J Neuroradiol. 2015;36(4):811-6.
15. Jarvik JG, Deyo RA. Diagnostic evaluation of low back pain with emphasis on imaging. Ann Intern Med. 2002;137(7):586-97.
16. Le Huec JC, Saddiki R, Franke J, Rigal J, Aunoble S. Equilibrium of the human body and the gravity line: the basics. Eur Spine J. 2011;20(Suppl 5):S558-63.
17. Kujala UM, Orava S. Ischial pain due to piriformis syndrome. Scand J Rehabil Med. 1991;23(1):33-6.
18. Fejer R, Kyvik KO, Hartvigsen J. The prevalence of neck pain in the world population: a systematic critical review of the literature. Eur Spine J. 2006;15(6):834-848.
19. Cohen SP. Epidemiology, diagnosis, and treatment of neck pain. Mayo Clin Proc. 2015;90(2):284-299.
20. Wong JJ, Côté P, Quesnele JJ, Stern PJ, Mior SA. The course and prognostic factors of symptomatic cervical disc herniation with radiculopathy: a systematic review of the literature. Spine J. 2014;14(8):1781-1789.
21. Radhakrishnan K, Litchy WJ, O’Fallon WM, Kurland LT. Epidemiology of cervical radiculopathy: a population-based study from Rochester, Minnesota, 1976 through 1990. Brain. 1994;117(2):325-335.
22. Childress MA, Becker BA. Nonoperative management of cervical radiculopathy. Am Fam Physician. 2016;93(9):746-754.
23. Fish DE, Gerstman BA, Lin V. Evaluation of the patient with neck versus shoulder pain. Phys Med Rehabil Clin N Am. 2011;22(3):395-410, vii. doi:10.1016/j.pmr.2011.03.009.
24. Maigne JY, Vautravers P. Mechanisms of thoracic pain. Rev Rhum Engl Ed. 2002;69(5):407-12.
25. Hegedus EJ, Stern B, Tarara DT, et al. Thoracic spine pain: diagnosis and management. J Orthop Sports Phys Ther. 2022;52(1):CPG1-CPG48.
26. Bogduk N. The anatomy and pathophysiology of neck pain. Phys Med Rehabil Clin N Am. 2003;14(3):455-72.
27. Bakhsh W, Saleh A, Yokogawa N, Gruber J, Rubery PT, Mesfin A. Thoracic spine fractures: evaluation and treatment. Orthop Clin North Am. 2014;45(4):529-36.
28. Lee CH, Hyun SJ, Kim KJ, Jahng TA, Kim HJ. Thoracic disc herniation: surgical treatment strategies and outcomes. J Korean Neurosurg Soc. 2020;63(3):319-28.
29. Hadler NM. Thoracic pain syndromes. In: Spinal disorders: fundamentals of diagnosis and treatment. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 1997. p. 417-27.
30. Simons DG, Travell JG, Simons LS. Myofascial pain and dysfunction: the trigger point manual. Vol. 1, Upper half of body. 2nd ed. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins; 1999.
31. Gerwin RD. A review of myofascial pain and fibromyalgia: factors that promote their persistence. Acupunct Med. 2005;23(3):121-34.
32. Kibler WB, Sciascia A. Scapular dyskinesis and its relation to shoulder pain. J Am Acad Orthop Surg. 2010;18(6):350-60.
33. Lewis JS. Rotator cuff tendinopathy. Br J Sports Med. 2009;43(4):236-41.
34. Frost A, Robinson CM. Capsular constraints in shoulder stability. Shoulder Elbow. 2015;7(2):78-84.
35. Chang EY, Yu JS, Resnick DL. Imaging of stress fractures in the spine. Radiol Clin North Am. 2010;48(5):1083-103.
36. Wolfe F, Michaud K. Costochondritis, costosternal syndrome, and Tietze’s syndrome. In: Clinical and Experimental Rheumatology. 2009;27(1):1-5.
37. Quinn SF, Sheley RC, Demlow TA, Szumowski J. Iliopsoas bursitis: a rare cause of lower thoracic pain. Radiology. 1991;180(1):261-2.
38. Rudwaleit M, Haibel H, Baraliakos X, et al. The early diagnosis of axial spondyloarthritis. Nat Rev Rheumatol. 2012;8(5):262-71.
39. Wolfe F, Walitt B, Perrot S, Rasker JJ, Häuser W. Fibromyalgia diagnosis and biased assessment: sex, prevalence and bias. PLoS One. 2018;13(9):e0203755.
40. Brinjikji W, Diehn FE, Jarvik JG, et al. MRI findings of disc degeneration in asymptomatic populations: a systematic review. Spine J. 2015;15(6):1195-205.
41. Smith J, et al. Current concepts in the diagnosis and management of spinal pain. SN Compr Clin Med. 2022.
42. Reiman MP, et al. Diagnostic accuracy of clinical tests of the hip. Br J Sports Med. 2013.
43. Smith J, et al. Current concepts in the diagnosis and management of spinal pain. SN Compr Clin Med. 2022.
44. Reiman MP, et al. Diagnostic accuracy of clinical tests of the hip. Br J Sports Med. 2013.
45. Murphy NJ, et al. Hip osteoarthritis: etiopathogenesis. Adv Ther. 2016.
46. Brown MD, et al. Differential diagnosis hip vs spine. Clin Orthop Relat Res. 2004.
47. Martin RL, et al. Clinical examination of hip. J Sport Rehabil. 2009.
48. Deshmukh AJ, et al. Diagnostic hip injection. J Arthroplasty. 2010.
49. Guermazi A, et al. Imaging of osteoarthritis. Rheum Dis Clin North Am. 2013.
50. Entrapment neuropathies of the lower extremity. Med Clin North Am. 2019;103(2):371-82.
51. Diagnostic approach to lower limb entrapment neuropathies. Diagnostics. 2023;13(21):3385.
52. Stump PR, et al. Lombociatalgia. Rev Dor. 2016;17(Supl 1):S63-6.
53. Cohen SP, Chen Y, Neufeld NJ. Sacroiliac joint pain: a comprehensive review. Expert Rev Neurother. 2013;13(1):99-116.
54. Vleeming A, et al. The sacroiliac joint: anatomy and clinical implications. J Anat. 2012;221(6):537-67.
55. Szadek KM, et al. Diagnostic validity of sacroiliac joint pain criteria. J Pain. 2009;10(4):354-68.
56. Fortin JD, et al. Sacroiliac joint pain referral patterns. Spine. 1994;19(13):1483-9.
57. van der Wurff P, et al. Sacroiliac joint pain provocation tests. Arch Phys Med Rehabil. 2006;87(1):10-4.
58. Laslett M, et al. Diagnosis of sacroiliac joint pain. Man Ther. 2005;10(3):207-18.
59. Slipman CW, et al. Sacroiliac joint pain referral zones. Arch Phys Med Rehabil. 2000;81(3):334-8.
60. Weber U, et al. MRI in spondylarthritis. Arthritis Rheum. 2010;62(10):3048-58.
61. Hansen H, et al. Therapeutic effectiveness of sacroiliac joint interventions. Pain Physician. 2012;15(1):E247-78.
62. Braun J, et al. Management of ankylosing spondylitis. Ann Rheum Dis. 2011;70(6):896-904.
63. Stuge B, et al. Stabilizing exercises for pelvic girdle pain. Spine. 2004;29(4):351-9.
64. Cohen SP, et al. Radiofrequency denervation for sacroiliac joint pain. Reg Anesth Pain Med. 2009;34(3):206-14.
65. Riddle DL, Schappert SM. Epidemiology of plantar fasciitis. Foot Ankle Int. 2004;25(5):303-10.
66. Martin RL, et al. Heel pain—plantar fasciitis. J Orthop Sports Phys Ther. 2014;44(11):A1-33.
67. Wearing SC, et al. Pathomechanics of plantar fasciitis. Sports Med. 2006;36(7):585-611.
68. Cole C, et al. Plantar fasciitis: diagnosis and therapy. Am Fam Physician. 2005;72(11):2237-42.
69. Urits I, et al. Plantar fasciitis review. Curr Pain Headache Rep. 2021;25(2):8.
70. McPoil TG, et al. Clinical practice guidelines for plantar fasciitis. J Orthop Sports Phys Ther. 2008;38(4):A1-A18.
71. Lareau CR, et al. Plantar heel pain: diagnosis and management. J Am Acad Orthop Surg. 2014;22(6):372-80.
Videocast SBC
Ver Videocast
Tratado en Debate

Videocast oficial derivado de los capítulos del tratado.

Episodio 1 – Capítulo 8: Columna Vertebral en el Plano Sagital

Discusión con los autores sobre los conceptos fundamentales del equilibrio sagital, parámetros radiográficos y su importancia clínica.

Ver episodio