InicioEl TratadoCapítulosCapítulo 104
Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECCIÓN 10Temas Complementarios
Capítulo104

Anestesia para Cirugía de la Columna Vertebral

La lectura completa de este capítulo está disponible exclusivamente en la edición impresa del Tratado.
Sec. 10Temas Complementarios
Cap. 104Capítulo Clínico
1autores
Português
Español
English
Referênciascitas científicas
📑

Resumen del capítulo

Contexto: A anestesia para cirurgia da coluna precisa acompanhar uma ampla variedade de procedimentos, desde intervenções lombares de menor porte até reconstruções complexas associadas a posicionamento prolongado, grande perda sanguínea e necessidade de monitorização neurofisiológica. O risco não depende apenas da operação, mas também de comorbidades cardiovasculares, respiratórias e metabólicas, obesidade, síndrome da apneia obstrutiva do sono e características individuais do paciente. A posição cirúrgica acrescenta desafios hemodinâmicos, ventilatórios, neurológicos e relacionados à proteção de tecidos e olhos. Por isso, o planejamento anestésico começa na avaliação pré-operatória e integra escolha entre anestesia geral, regional ou combinada, posicionamento, monitorização, manejo de fluidos, prevenção do sangramento e analgesia multimodal. O capítulo enfatiza que essas decisões precisam acompanhar simultaneamente as necessidades do paciente e os objetivos técnicos da cirurgia.
Objetivo del capítulo: Apresentar os elementos essenciais da avaliação pré-anestésica, da seleção da técnica anestésica, do posicionamento e da monitorização durante cirurgia da coluna. O leitor deverá compreender como o porte do procedimento, o perfil de risco, a perda sanguínea prevista, a necessidade de monitorização neurológica e a recuperação pós-operatória interferem na estratégia anestésica.
Avaliação pré-operatóriaComorbidades cardiopulmonares, alterações metabólicas e neurológicas, obesidade, síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), medicamentos em uso e risco anestésico precisam ser identificados antes da cirurgia. Exames complementares são orientados pela história, pelo exame e pela complexidade do procedimento, evitando tanto investigação insuficiente quanto solicitações indiscriminadas. Os estudios de imagen da coluna também auxiliam a equipe anestésica quando anatomia, compressão neural ou a própria possibilidade de técnicas regionais precisam ser consideradas.
Escolha da técnica anestésicaA Tabela 104.1 compara anestesia geral, regional e combinada. A anestesia geral oferece maior controle em procedimentos extensos; técnicas regionais podem ser alternativas em determinadas cirurgias lombares; e estratégias combinadas procuram associar controle anestésico e analgesia prolongada. A escolha depende de duração, localização, posição, comorbidades, risco hemorrágico e necessidade de avaliação neurológica.
Posicionamento e segurançaPosição prona, lateral, supina ou variações específicas modificam ventilação, retorno venoso e distribuição de pressão. Compressão ocular, elevação da pressão intra-abdominal e posicionamento inadequado de extremidades podem gerar complicações graves. A prevenção da perda visual perioperatória recebe atenção especial, assim como proteção de pontos de pressão e posicionamento que preserve retorno venoso e reduza sangramento.
Monitorização e hemodinâmicaPressão arterial média (PAM), débito cardíaco (DC), frequência cardíaca, saturação de oxigênio, variação da pressão sistólica e dióxido de carbono expirado fazem parte da interpretação hemodinâmica conforme a complexidade do procedimento. A terapia guiada por metas procura adaptar fluidos, vasopressores e transfusões à resposta fisiológica, evitando tanto hipoperfusão quanto sobrecarga.
Sangramento e analgesiaProcedimentos maiores requerem planejamento específico de perda sanguínea, antifibrinolíticos e transfusão. A analgesia multimodal associa diferentes mecanismos e pode incluir técnicas regionais, mas bloqueios neuroaxiais precisam ser ponderados quando possam interferir na avaliação neurológica pós-operatória.
Aplicación clínica: O plano anestésico deve ser construído conjuntamente com o planificación quirúrgica. Uma cirurgia de curta duração e baixo risco hemorrágico pode permitir alternativas diferentes das exigidas por reconstruções multissegmentares ou correções de deformidades. A posição prona merece atenção particular. Apoios inadequados podem aumentar pressão abdominal, alterar hemodinâmica, favorecer sangramento venoso e expor olhos e nervos periféricos a compressão. A Figura 104.3 organiza visualmente áreas vulneráveis ao posicionamento. Em procedimentos complexos, monitorização hemodinâmica mais avançada pode permitir intervenções orientadas pela fisiologia em vez da administração empírica de fluidos e transfusões. A Tabela 104.2 relaciona a complexidade da cirurgia com a magnitude esperada de desafios perioperatórios. A escolha da analgesia também deve considerar a necessidade de exame neurológico. Uma técnica excelente para controle da dor pode ser inadequada se comprometer temporariamente uma avaliação neurológica essencial naquele contexto.
🏷️

Palabras clave

Descriptores DeCS/MeSH preferenciales:
Coluna VertebralProcedimentos Cirúrgicos OperatóriosDiagnóstico por ImagemArtrodeseBiomecânicaQualidade de VidaReabilitação

Por qué importa este capítulo

Diversas complicações atribuídas à “cirurgia” podem surgir da interação entre anestesia, posicionamento e fisiologia: hipoperfusão, sangramento, lesões por compressão e alterações respiratórias são exemplos. Antecipar esses riscos é particularmente importante em operações longas e complexas. O capítulo oferece ao cirurgião uma visão do raciocínio anestésico e demonstra por que decisões como posição, estratégia hemodinâmica e analgesia precisam ser compartilhadas entre as equipes.

A anestesia na cirurgia da coluna é parte integrante da estratégia cirúrgica. Segurança depende de avaliação pré-operatória direcionada, escolha individualizada da técnica, posicionamento rigoroso, preservação da perfusão, manejo racional de fluidos e sangue e analgesia compatível com a necessidade de avaliação neurológica. Quanto maior a complexidade do procedimento, maior a necessidade de integração entre cirurgião e anestesiologista.

Destacados del capítulo

🌐
Card 1 — Anestesia começa na avaliação
Identificar comorbidades respiratórias, cardiovasculares e metabólicas antes da cirurgia permite antecipar problemas de ventilação, hemodinâmica e recuperação. A avaliação pré-operatória deve ser direcionada pelo risco real e pelo procedimento, e não por uma bateria inespecífica de exames.

🩺
Card 2 — Técnica depende do procedimento
Não existe uma técnica anestésica universal para cirurgia da coluna. Anestesia geral, regional ou combinada apresentam benefícios e limitações diferentes, e a escolha precisa considerar porte, posição, duração, sangramento esperado e necessidade de monitorização neurológica.

📐
Card 3 — Posicionamento é intervenção clínica
A posição do paciente modifica retorno venoso, ventilação e pressões sobre tecidos vulneráveis. Planejamento inadequado pode aumentar sangramento ou produzir lesões evitáveis. Apoios, proteção ocular e liberdade abdominal devem ser tratados como componentes da segurança cirúrgica.

📚

Referencias bibliográficas

1. Ornstein E, Berko R. Anesthesia techniques in complex spine surgery. Neurosurg Clin N Am. 2006;17(3):191-203.
2. Carabini LM, Koski TR, Bebawy JF. Perioperative management for complex spine fusion surgery. Anesthesiology. 2024;140(2):293-303.
3. Halpin RJ, Sugrue PA, Gould RW, Kallas PG, Schafer MF, Ondra SL, et al. Standardizing care for high-risk patients in spine surgery: the Northwestern high-risk spine protocol. Spine (Phila Pa 1976). 2010;35(25):2232-8.
4. Stein M, Cassara EL. Preoperative pulmonary evaluation and therapy for surgery patients. JAMA. 1970;211:787-90.
5. Tarhan S, Moffitt EA, Sessler AD, et al. Risk of anesthesia and surgery in patients with chronic bronchitis and chronic obstructive pulmonary disease. Surgery. 1973;74:720-6.
6. Smetana GW. Preoperative pulmonary evaluation. N Engl J Med. 1999;340:937-44.
7. Epstein NE. Comorbidities and complications in spine surgery. Surg Neurol Int. 2019;10:100.
8. Bagatini A, Trindade RD, Gomes CR, Marcks R. Anestesia para cirurgia bariátrica: avaliação retrospectiva e revisão da literatura. Rev Bras Anestesiol. 2006;56(3):205-22.
9. Chung F. Obstructive sleep apnea and anesthesia-what an anesthesiologist should know? Sleep Med Clin. 2013;8:105-20.
10. Yeoh C, Teng H, Jackson J, Hingula L, Irie T, Legler A, et al. Metabolic disorders and anesthesia. Curr Anesthesiol Rep. 2019;9(3):340-59.
11. Chung SA, Yuan H, Chung F. A systematic review of obstructive sleep apnea and its implications for anesthesiologists. Anesth Analg. 2008;107:1543-63.
12. Silva RSB, Andrade LR, Martins KLR, Santos DS, Borges TRF, et al. Avaliação pré-anestésica e seus objetivos: revisão de literatura. Braz J Implantol Health Sci. 2024;6(4):764-79.
13. de Almeida Justo MCS, Zanchin CI, Lima WC, Duarte DF, Batti MAC, et al. Exames complementares na avaliação pré-anestésica. Braz J Anesthesiol. 2020;40(5):303-9.
14. Khanna P, Sarkar S, Garg B. Anesthetic considerations in spine surgery: what orthopaedic surgeon should know! J Clin Orthop Trauma. 2020;11(5):742-8.
15. Brown CH. Preoperative evaluation for spinal surgery. Anesthesiol Clin. 2016;34(1):77-90.
16. Sykes DAW. Awake spinal anesthesia facilitates spine surgery in poor surgical candidates: a case series. Neurochirurgie. 2023;69(3):101444.
17. Breton JM, Ludwig CG, Yang MJ, Nail TJ, Riesenburger RI, Liu P, et al. Spinal anesthesia in contemporary and complex lumbar spine surgery: experience with 343 cases. J Neurosurg Spine. 2022;36(4):534-41.
18. Adamczyk K, Koszela K, Zaczyński A, Niedźwiecki M, Brzozowska-Mańkowska S, Gasik R. Ultrasound-guided blocks for spine surgery: part 1-cervix. Int J Environ Res Public Health. 2023;20(3):2098.
19. De Rojas JO, Syre P, Welch WC. Regional anesthesia versus general anesthesia for surgery on the lumbar spine: a review of the modern literature. Clin Neurol Neurosurg. 2014;119:39-43.
20. Rajjoub R, Ghaith AK, El-Hajj VG, et al. Comparative outcomes of awake spine surgery under spinal versus general anesthesia: a comprehensive systematic review and meta-analysis. Eur Spine J. 2024;33:985-1000.
21. Finsterwald M, Muster M, Farshad M, Saporito A, Brada M, Aguirre JA. Spinal versus general anesthesia for lumbar spine surgery in high risk patients: perioperative hemodynamic stability, complications and costs. J Clin Anesth. 2018;46:3-7.
22. Godfrey O, Tariq R, Akhtar Khan S, Hussain M, Ahmed U. Degenerative lumbar spine surgeries under regional anesthesia in a developing country: an initial case series. Cureus. 2023;15(1):e34065.
23. Shriver MF, Zeer V, Alentado VJ, Mroz TE, Benzel EC, Steinmetz MP. Lumbar spine surgery positioning complications: a systematic review. Neurosurg Focus. 2015;39(4):E16.
24. Jemal Shifa, et al. A case of bilateral visual loss after spinal cord surgery. Pan Afr Med J. 2016;23:119.
25. Hoff JM, Varhaug P, Midelfart A, Lund-Johansen M. Acute visual loss after spinal surgery. Acta Ophthalmol. 2010;88:490-2.
26. Uribe AA, Baig MN, Puente EG, Viloria A, Mendel E, Bergese SD. Current intraoperative devices to reduce visual loss after spine surgery. Neurosurg Focus. 2012;33(2):E14.
27. Geeraerts T, Devys JM. Postoperative visual loss following prone spinal surgery. Br J Anaesth. 2005;95(5):719-20.
28. Quraishi NA, Wolinsky JP, Gokaslan ZL. Transient bilateral post-operative visual loss in spinal surgery. Eur Spine J. 2012;21(Suppl 4):495-8.
29. Pizov R, Segal E, Kaplan L, Floman Y, Perel A. The use of systolic pressure variation in hemodynamic monitoring during deliberate hypotension in spine surgery. J Clin Anesth. 1990;2(2):96-100.
30. Vollmar B, Olinger A, Hildebrandt U, Menger MD. Reliable noninvasive parameters for early detection of cardiopulmonary compromise induced by carbon dioxide thoracoretroperitoneum in minimally invasive thoracolumboendoscopic spine surgery. Surg Endosc. 2000;14(9):820-4.
31. Prasad C, Radhakrishna N, Pandia MP, Khandelwal A, Singh GP, Bithal PK. The effect of goal-directed fluid therapy versus standard fluid therapy on the cuff leak gradient in patients undergoing complex spine surgery in prone position. J Neurosci Rural Pract. 2021;12(4):745-50.
32. Abdelhamid B, Matta M, Rady A, Adel G, Gamal M. Conventional fluid management versus plethysmographic variability index-based goal directed fluid management in patients undergoing spine surgery in the prone position-a randomised control trial. Anaesthesiol Intensive Ther. 2023;55(3):186-95.
33. Tomescu DR, Scarlatescu E, Bubenek-Turconi )I. Can goal-directed fluid therapy decrease the use of blood and hemoderivates in surgical patients? Minerva Anestesiol. 2020;86(12):1346-52.
34. Basques BA, Anandasivam NS, Webb ML. Risk factors for blood transfusion with primary posterior lumbar fusion. Spine. 2015;40:1792-7.
35. Hui S, Xu D, Ren Z. Can tranexamic acid conserve blood and save operative time in spinal surgeries? A meta-analysis. Spine J. 2018;18:1325-37.
36. Yuan L, Zeng Y, Chen ZQ. Efficacy and safety of antifibrinolytic agents in spinal surgery. Chin Med J. 2019;132:577-88.
37. Singleton M, Ghisi D, Memtsoudis S. Perioperative management in complex spine surgery. Minerva Anestesiol. 2022;88(5):396-406.
38. Garg BMS, Ahuja KMS, Sharan AD. Regional anesthesia for spine surgery. J Am Acad Orthop Surg. 2022;30(17):809-19.
39. Deepak A, Praveen C, Mark C, Afrin S, Arnold K, Faysal M, et al. Multimodal analgesia for perioperative management of patients presenting for spinal surgery. Curr Pharm Des. 2019;25:19.
Videocast SBC
Ver Videocast
Tratado en Debate

Videocast oficial derivado de los capítulos del tratado.

Episodio 1 – Capítulo 8: Columna Vertebral en el Plano Sagital

Discusión con los autores sobre los conceptos fundamentales del equilibrio sagital, parámetros radiográficos y su importancia clínica.

Ver episodio