HomeThe TreatiseChaptersChapter 43
Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral
SECTION 5Degenerative Diseases
Chapter43

Cervical Disc Herniation

Full reading of this chapter is available exclusively in the printed edition of the Treatise.
Sec. 5Degenerative Diseases
Cap. 43Clinical Chapter
4authors
Português
Español
English
Referênciasscientific citations
📑

Chapter Summary

Context: A herniated disc cervical pode manifestar-se como neck pain, radiculopathy, mielopatia ou combinação desses quadros. A distinção clínica é decisiva porque uma dor axial sem déficit neurológico possui significado e história natural diferentes de uma compressão radicular ou medular. Degeneração discal, fissuras anulares, fatores biomecânicos e mediadores inflamatórios participam da gênese da doença e de seus sintomas. A identificação da raiz afetada depende da correlação entre dor, alterações sensitivas, déficit motor e reflexos, embora variações anatômicas possam dificultar uma correspondência perfeita. A magnetic resonance imaging (MRI) é o principal exame de imagem, mas a alta frequência de alterações degenerativas assintomáticas exige correlação clínica rigorosa. A maioria das radiculopatias é inicialmente manejada de modo conservador. Quando a cirurgia é necessária, abordagens anterior e posterior e artroplastia representam alternativas com indicações específicas, enquanto técnicas endoscópicas ampliam o arsenal minimamente invasivo.
Chapter Objective: Reconhecer as diferentes apresentações da doença discal cervical, correlacionar achados neurológicos com o nível anatômico, estruturar a investigação clínica e radiológica, compreender a sequência do conservative treatment e identificar as principais indicações das técnicas cirúrgicas anterior, posterior, artroplastia e abordagens endoscópicas.
radiculopathy e mielopatia são entidades distintasA degeneração pode produzir dor axial, compressão radicular ou comprometimento medular. As Figuras 43.2 a 43.5demonstram didaticamente os padrões motores, sensitivos e reflexos das principais radiculopatias cervicais. A sobreposição entre dermátomos e miótomos significa, entretanto, que nenhuma alteração isolada deve determinar o diagnóstico.
História e physical examinationAnamnese direcionada, força segmentar, sensibilidade, reflexos e testes provocativos compõem a avaliação. Distração cervical, Spurling e Bakody, ilustrados nas Figuras 43.6 a 43.8, podem reforçar a hipótese de comprometimento radicular. Alteração da marcha, perda de destreza manual, hiper-reflexia ou outros sinais de trato longo exigem investigação de mielopatia.
Imagem e correlação anatomoclínicaRadiografias definem alinhamento e degeneração óssea. A TC fornece melhor detalhe ósseo e pode caracterizar calcificações. A RM, exemplificada na Figura 43.10, demonstra disco, raízes, medula e demais partes moles. Quando múltiplos níveis apresentam alterações e a correlação permanece duvidosa, exames neurofisiológicos ou procedimentos diagnósticos seletivos podem contribuir.
Tratamentoradiculopathy isolada geralmente é inicialmente tratada com medidas clínicas, reabilitação e analgesia. Procedimentos intervencionistas podem ter aplicação seletiva. A cirurgia é considerada nos casos refratários e diante de progressão neurológica ou mielopatia. A cervical discectomy anterior com fusão constitui abordagem consolidada. foraminotomy posterior pode preservar o movimento em compressões laterais adequadamente selecionadas, enquanto a artroplastia busca decompression com manutenção do movimento. As Figuras 43.13 a 43.21 ilustram diferentes reconstruções e abordagens, sem que o capítulo estabeleça uma técnica universalmente superior para todos os pacientes.
SegurançaDisfagia, lesão do nervo laríngeo recorrente, lesão dural, infecção e complicações esofágicas ou vasculares estão entre os eventos que precisam ser antecipados. A endoscopia uniportal e biportal é apresentada como opção em expansão, condicionada à indicação e à experiência técnica.
Clinical Application: O tratamento começa pela identificação da síndrome clínica. Dor irradiada deve apresentar razoável concordância com déficit sensitivo, motor ou reflexo e com o nível demonstrado pela imagem. Isso ajuda a evitar operar uma alteração degenerativa incidental. Sinais de mielopatia mudam o nível de preocupação e não devem ser manejados como simples radiculopathy. Alterações da marcha, coordenação das mãos ou tratos longos merecem investigação prioritária. Quando existe radiculopathy sem deterioração neurológica, a história natural permite frequentemente iniciar conservative treatment. A persistência dos sintomas, o déficit progressivo e as características anatômicas definem se a decompression deverá ocorrer por via anterior, posterior ou, em pacientes selecionados, com preservação do movimento. O capítulo também chama atenção para a prevenção de complicações da abordagem anterior. Posicionamento, conhecimento das estruturas cervicais e respeito às placas terminais são elementos que influenciam segurança e resultado. A incorporação de endoscopia não elimina esses princípios anatômicos; apenas modifica a via pela qual a decompression é realizada.
🏷️

Keywords

Preferred DeCS/MeSH Descriptors:
Deslocamento do intervertebral discIntervertebral Disc DisplacementVértebras CervicaisCervical VertebraeradiculopathyRadiculopathyneck painNeck PainCompressão da Medula EspinalSpinal Cord CompressionImagem por magnetic resonance imaging (MRI)Magnetic Resonance ImagingFusão VertebralSpinal FusionEndoscopiaEndoscopy

Why this chapter matters

Uma única hérnia cervical pode produzir desde dor autolimitada até comprometimento medular progressivo. Saber reconhecer essa diferença evita tanto cirurgias desnecessárias quanto atrasos diante de uma mielopatia. O capítulo também mostra que “cirurgia para hérnia cervical” não corresponde a um único procedimento: acesso anterior, posterior, artroplastia e técnicas endoscópicas têm funções diferentes e dependem da anatomia e da síndrome clínica de cada paciente.

Na hérnia cervical, a imagem deve confirmar uma síndrome clínica, e não criá-la. radiculopathy, mielopatia e dor axial possuem implicações distintas. A maioria dos quadros radiculares permite conservative treatment inicial, enquanto deterioração neurológica exige outra estratégia. Quando indicada, a cirurgia deve ser escolhida de acordo com localização da compressão, estabilidade, alinhamento, número de níveis e necessidade ou não de preservar movimento.

Chapter Highlights

🌐
Card 1 — Localize antes de tratar
Dermátomos, miótomos e reflexos ajudam a localizar a raiz responsável pelos sintomas, mas variações anatômicas são frequentes. A decisão clínica deve resultar da concordância entre história, exame neurológico e imagem.

🩺
Card 2 — Mielopatia muda a prioridade
Perda de destreza manual, alterações de marcha e sinais de trato longo não devem ser interpretados como simples radiculopathy. A presença de comprometimento medular exige avaliação específica e pode modificar a urgência terapêutica.

📐
Card 3 — Uma hérnia, várias abordagens
discectomy e fusão anterior, foraminotomy posterior, artroplastia e endoscopia podem ser adequadas em cenários diferentes. Localização da compressão, estabilidade e alinhamento são mais relevantes que a preferência por uma única técnica.

📚

Bibliographic References

1. Fejer R, Kyvik KO, Hartvigsen J. The prevalence of neck pain in the world population: a systematic critical review of the literature. Eur Spine J. 2006;15(6):834-48.
2. Hoy DG, Protani M, De R, Buchbinder R. The epidemiology of neck pain. Best Pract Res Clin Rheumatol. 2010;24(6):783-92.
3. Clark CR, Benzel EC, Cervical Spine Research Society, Editorial Committee. The Cervical Spine. 4th ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2005.
4. Roughley PJ. Biology of intervertebral disc aging and degeneration: involvement of the extracellular matrix. Spine (Phila Pa 1976). 2004;29(23):2691-9.
5. Abbed KM, Coumans JV. Cervical radiculopathy: pathophysiology, presentation, and clinical evaluation. Neurosurgery. 2007;60(1 Suppl 1):S28-34.
6. Hunt WE, Miller CA. Management of cervical radiculopathy. Clin Neurosurg. 1986;33:485-502.
7. Carette S, Fehlings MG. Clinical practice. Cervical radiculopathy. N Engl J Med. 2005;353(4):392-9.
8. Viikari-Juntura E, Porras M, Laasonen EM. Validity of clinical tests in the diagnosis of root compression in cervical disc disease. Spine (Phila Pa 1976). 1989;14(3):253-7.
9. Davidson RI, Dunn EJ, Metzmaker JN. The shoulder abduction test in the diagnosis of radicular pain in cervical extradural compressive monoradiculopathies. Spine (Phila Pa 1976). 1981;6(5):441-6.
10. Clemente CD, editor. The peripheral nervous system. In: Clemente CD, Gray H. Gray’s Anatomy. 30th ed. Philadelphia: Lea and Febiger; 1985. p. 1205-21.
11. Ross DA, Ross MN. Diagnosis and treatment of C4 radiculopathy. Spine (Phila Pa 1976). 2016;41(23):1790-4.
12. Bogduk N, Windsor M, Inglis A. The innervation of the cervical intervertebral discs. Spine (Phila Pa 1976). 1988;13(1):2-8.
13. Freemont AJ, Watkins A, Le Maitre C, Baird P, Jeziorska M, Knight MT, et al. Nerve growth factor expression and innervation of the painful intervertebral disc. J Pathol. 2002;197(3):286-92.
14. Cooper G, Bailey B, Bogduk N. Cervical zygapophysial joint pain maps. Pain Med. 2007;8(4):344-53.
15. Rao R. Neck pain, cervical radiculopathy, and cervical myelopathy: pathophysiology, natural history, and clinical evaluation. J Bone Joint Surg Am. 2002;84(10):1872-81.
16. Payne EE, Spillane JD. The cervical spine; an anatomico-pathological study of 70 specimens with particular reference to cervical spondylosis. Brain. 1957;80(4):571-96.
17. Cloward RB. Diaphragm paralysis from cervical disc lesions. Br J Neurosurg. 1988;2(3):395-9.
18. Paterno JM, Silverberg CM, Khanna AJ, Singla AK. Common clinical and correlative pain generators of the cervical and lumbosacral spine. In: Khanna AJ, editor. MRI Essentials for the Spine Specialist. New York: Thieme; 2014. p. 45-67.
19. Penning L. Normal movements of the cervical spine. AJR Am J Roentgenol. 1978;130(2):317-26.
20. Murphey F, Simmons JC, Brunson B. Surgical treatment of laterally ruptured cervical disc. Review of 648 cases, 1939 to 1972. J Neurosurg. 1973;38(6):679-83.
21. Harrop JS, Hanna A, Silva MT, Sharan A. Neurological manifestations of cervical spondylosis: an overview of signs, symptoms, and pathophysiology. Neurosurgery. 2007;60(1 Suppl 1):S14-20.
22. Kim YJ, Oh SH, Yi HJ, Kim YS, Ko Y, Oh SJ. Myelopathy caused by soft cervical disc herniation: surgical results and prognostic factors. J Korean Neurosurg Soc. 2007;42(6):441-5.
23. The peripheral nervous system. In: Clemente CD, Gray H, editors. Gray’s Anatomy. 30th ed. Philadelphia: Lea and Febiger; 1985. p. 1205-21.
24. Bates B. A Guide to Physical Examination and History Taking. 5th ed. Philadelphia: JB Lippincott; 1991.
25. Bland JH. Disorders of the Cervical Spine: Diagnosis and Medical Management. 2nd ed. Philadelphia: WB Saunders; 1994.
26. McRae R. Clinical orthopaedic examination. New York: Churchill Livingstone; 1990.
27. Pyhtinen J, Laitinen J. Cervical intervertebral foramen narrowing and myelographic nerve root sleeve deformities. Neuroradiology. 1993;35(8):596-7.
28. Scotti G, Scialfa G, Pieralli S, Boccardi E, Valsecchi F, Tonon C. Myelopathy and radiculopathy due to cervical spondylosis: myelographic-CT correlations. AJNR Am J Neuroradiol. 1983;4(3):601-3.
29. Brown BM, Schwartz RH, Frank E, Blank NK. Preoperative evaluation of cervical radiculopathy and myelopathy by surface-coil MR imaging. AJR Am J Roentgenol. 1988;151(6):1205-12.
30. Ghadimi M, Thomas A. Magnetic Resonance Imaging Contraindications. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2025.
31. Dillin W, Uppal GS. Analysis of medications used in the treatment of cervical disk degeneration. Orthop Clin North Am. 1992;23(3):421-33.
32. Robertson K, Marshman LA, Plummer D. Pregabalin and gabapentin for the treatment of sciatica. J Clin Neurosci. 2016;26:1-7.
33. Naylor JR, Mulley GP. Surgical collars: a survey of their prescription and use. Br J Rheumatol. 1991;30(4):282-4.
34. Tan JC, Nordin M. Role of physical therapy in the treatment of cervical disk disease. Orthop Clin North Am. 1992;23(3):435-49.
35. Sasso RC, Macadaeg K, Nordmann D, Smith M. Selective nerve root injections can predict surgical outcome for lumbar and cervical radiculopathy: comparison to magnetic resonance imaging. J Spinal Disord Tech. 2005;18(6):471-8.
36. Klein GR, Vaccaro AR, Albert TJ. Health outcome assessment before and after anterior cervical discectomy and fusion for radiculopathy: a prospective analysis. Spine (Phila Pa 1976). 2000;25(7):801-3.
37. Smith GW, Robinson RA. The treatment of certain cervical-spine disorders by anterior removal of the intervertebral disc and interbody fusion. J Bone Joint Surg Am. 1958;40-A(3):607-24.
38. Ebraheim NA, Lu J, Skie M, Heck BE, Yeasting RA. Vulnerability of the recurrent laryngeal nerve in the anterior approach to the lower cervical spine. Spine (Phila Pa 1976). 1997;22(22):2664-7.
39. Kilburg C, Sullivan HG, Mathiason MA. Effect of approach side during anterior cervical discectomy and fusion on the incidence of recurrent laryngeal nerve injury. J Neurosurg Spine. 2006;4(4):273-7.
40. Epstein NE. A review of complication rates for anterior cervical diskectomy and fusion (ACDF). Surg Neurol Int. 2019;10:100.
41. Zhou J, Li J, Lin H, Li X, Zhou X, Dong J. A comparison of a self-locking stand-alone cage and anterior cervical plate for ACDF: minimum 3-year assessment of radiographic and clinical outcomes. Clin Neurol Neurosurg. 2018;170:73-8.
42. Kang MS, Choi KC, Lee CD, Shin YH, Hur SM, Lee SH. Effective cervical decompression by the posterior cervical foraminotomy without discectomy. J Spinal Disord Tech. 2014;27(5):271-6.
43. Sasso RC, Anderson PA, Riew KD, Heller JG. Results of cervical arthroplasty compared with anterior discectomy and fusion: four-year clinical outcomes in a prospective, randomized controlled trial. J Bone Joint Surg Am. 2011;93(18):1684-92.
44. Scoville WB, Whitcomb BB. Lateral rupture of cervical intervertebral disks. Postgrad Med. 1966;39(2):174-80.
45. Yao N, Wang C, Wang W, Wang L. Full-endoscopic technique for anterior cervical discectomy and interbody fusion: 5-year follow-up results of 67 cases. Eur Spine J. 2011;20(6):899-904.
46. A narrative review of biportal endoscopic spine surgery in the cervical and thoracic spine: insights into its capabilities, limitations, and possibilities. J Minim Invasive Spine Surg Tech. 2023;8(1):36-43.
Videocast SBC
Watch Videocast
Treatise in Debate

Official videocast derived from the treatise chapters.

Episode 1 – Chapter 8: Sagittal Plane Spinal Alignment

Discussion with the authors on fundamental concepts of sagittal alignment, radiographic parameters, and clinical significance.

Watch episode